<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753</id><updated>2011-08-01T12:45:21.234-07:00</updated><title type='text'>Sementes Malditas</title><subtitle type='html'>Violência Lírica</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-8768169068289152709</id><published>2011-05-30T12:58:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T14:31:32.766-07:00</updated><title type='text'>Biblioteca Pública e Comunidade</title><content type='html'>Já estava mais que na hora de as bibliotecas públicas, no caso, as daqui de SP, começarem a tornar-se realmente públicas. Não só públicas, no sentido de abrirem suas portas para que as pessoas entrem e façam suas tradicionais pesquisas, mas, no sentido de mostrarem às pessoas da comunidade que estes espaços são realmente delas. Espaços onde elas podem, além de aprimorar seus conhecimentos, crescerem como seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o papel tanto da instituição quanto dos profissionais que nela trabalham (os bibliotecários), é estimular a participação e a colaboração da comunidade, tanto na constituição de seu acervo, quanto na elaboração de atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que vem acontecendo, por exemplo, na biblioteca Brito Broca no bairro de Pirituba (Z/O de São Paulo), onde a galera do &lt;a href="http://elo-da-corrente.blogspot.com/"&gt;Sarau Elo da Corrente&lt;/a&gt; desenvolve, há algum tempo, oficinas de contação de histórias, de declamação de poesia, além de suas tradicionais leituras, que cada vez mais vai vão conquistando e somando parceiros e admiradores da Arte Periférica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-8768169068289152709?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/8768169068289152709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=8768169068289152709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/8768169068289152709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/8768169068289152709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2011/05/biblioteca-publica-e-comunidade.html' title='Biblioteca Pública e Comunidade'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-3449484966725745199</id><published>2011-05-30T08:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T09:14:54.468-07:00</updated><title type='text'>Biblioteca Comunitária</title><content type='html'>Ontem foi reinaugurada a Biblioteca Solano Trindade na Cidade Tiradentes, extremo leste de São Paulo. A biblioteca é uma iniciativa da galera do Núcleo Cultural Força Ativa e já tem 10 anos - até pouco tempo atrás era a única biblioteca pública na Tiradentes. O pessoal do Força Ativa se encarrega autonomamente da manutenção do espaço, organização dos livros, do atendimento e das atividades desenvolvidas lá, como palestras, debates e shows. Tudo com a ajuda dos "bibliotecários da comunidade". Com a ajuda do Instituto Brasil Leitor, eles fizeram e ministraram cursos de gestores de bibliotecas, criando um corpo de pessoas para operacionalizar o trabalho. Além disso, no espaço funciona também um núcleo de direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maiores informações: &lt;a href="http://www.forcaativa.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.forcaativa.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-3449484966725745199?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/3449484966725745199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=3449484966725745199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/3449484966725745199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/3449484966725745199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2011/05/biblioteca-comunitaria.html' title='Biblioteca Comunitária'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-8688510174450478166</id><published>2011-05-29T03:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T05:03:10.286-07:00</updated><title type='text'>Além de Ratinho e Superpop</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É comum sociólogos e estudiosos apontarem a "massificação da cultura", "alienação cultural e política" de grande parte da população brasileira carente que não tem outro tipo de acesso à informação além daquelas que são veiculadas naquela caixa mágica, que não tem mais este formato, mas, cuja função continua a mesma, chamada televisão. E eles tem razão. As estratégias e métodos das classes dominantes para manterem as pessoas desconectadas da realidade, passivas e sempre consumindo; mantendo-as sob o estado de "anorexia informacional", ou seja, a falsa sensação de saciedade informacional e cultural que impedem as pessoas de ir além do que recebem, uma vez que supostamente elas estejam plenas e satifeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, felizmente, não são todas as pessoas que aceitam a comida, a diversão, e a arte racionada e mirrada que nos são empurrada goéla abaixo todos os dias. Uma parte da papulação das quebradas se cansaram de toda essa droga, que já vem malhada antes de nascerem, e estão criando elas próprias os seus próprios espaços culturais. Ouseja, tomando de assalto espaços inusitados e/ou inativos como bares, associação de moradores, terrenos baldios ou escolas e transformando-os em verdadeiros pólos de cultura onde procura-se fugir dos enlatados e criarem suas próprias receitas, seguindo seus próprios gostos: saraus poéticos, rodas de samba, teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto amigo(a) das quebradas deste mundaréu, agora não tem desculpas para ficar o tempo todo de folga afundado no sofazão assistindo Superpop ou Ratinho. É possível, falar que em todo o bairro tem alguma atividade cultural bacana rolando, é só chegar. E se ainda não tiver, crie uma você mesmo(a), porque você é capaz! Se quiser... Ôuxe!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-8688510174450478166?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/8688510174450478166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=8688510174450478166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/8688510174450478166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/8688510174450478166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2011/05/alem-de-ratinho-e-superpop.html' title='Além de Ratinho e Superpop'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-4389636208021874751</id><published>2011-05-06T11:30:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T11:32:22.049-07:00</updated><title type='text'>Letras Periféricas - Sábado, 07/05</title><content type='html'>Letras Periféricas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debate sobre a atual produção literária das periferias de grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, e sobre os caminhos e alternativas de publicação e circulação desta literatura. Com o escritor Paulo Lins, Érica Peçanha, Allan da Rosa e Anderson Quack. Biblioteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 07/05. Sábado, 18h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SESC Belenzinho [R. Padre Adelino, n.1000, bairro Belém, São Paulo-SP]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a programação completa: &lt;a href="http://www.esteticadaperiferia.org.br/?page_id=507"&gt;http://www.esteticadaperiferia.org.br/?page_id=507&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-4389636208021874751?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/4389636208021874751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=4389636208021874751' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/4389636208021874751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/4389636208021874751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2011/05/letras-perifericas-sabado-0705.html' title='Letras Periféricas - Sábado, 07/05'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-2506989744312903482</id><published>2011-05-06T08:04:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T11:29:22.025-07:00</updated><title type='text'>Virada Cultural – Palco Cultura Periférica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Por: Clodos Paiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na edição de 2011 da Virada Cultural a prefeitura resolveu dedicar um palco à Cultura da Periferia: apresentação de saraus, música e dança de poetas e artistas vindos desses bairros. Mas infelizmente, mesmo no centro, a periferia continuou se mantendo à margem. O palco não teve o público que merecia e nem a atenção que os outros tiveram por parte da organização do evento. E isto se deveu a pelo menos dois fatores de relevância:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro foi o atraso. Devido à complicações técnicas no palco a primeira atração (que era para ter início às 18hs) o grupo de rap Versão Popular, se apresentou às 21:20hs, ou seja, com quase três horas e meia de atraso. E mesmo assim o grupo foi prejudicado devido a uma queda geral de energia no palco enquanto cantavam a primeira música. Depois de esperar pelo retorno por mais de meia hora, desisti e fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo fator que pode ter contribuído para o esvaziamento foi o isolamento do palco, que foi montado ao lado do viaduto Sta. Ifigênia, e que ficou distante tanto das atrações do “centro velho” (região da Sé) como das da Praça da República e Avenida São João que concentravam um maior fluxo de pessoas. Ou seja, para o palco ter um público bacana estava dependendo somente das pessoas que conheciam um pouco as atrações (meu caso), pois seu isolamento não permitia que, por exemplo, pessoas que saíssem de outros eventos pudessem cruzar o palco no meio do caminho e quem sabe prestigiar alguma atração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fui embora, não pude conferir as outras atrações que estavam programadas para o sábado que eu tanto queria: Sarau Cooperifa e Samba da Vela; e nem soube como que transcorreu o evento depois daquele transtorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo à tarde reapareci para curtir o Sarau Elo da Corrente, do bairro de Pirituba (que fica do lado bairro onde nasci e cresci, o Jaraguá) e cujo trabalho eu acompanho, além de conhecer alguns de seus poetas integrantes, enfim, um lance sentimental... Sua apresentação seria precedida pela do grupo Umoja que estava marcada para às 15hs. E mais uma vez rolou atraso por causa da aparelhagem! Em mais de uma hora. Mas desta vez fui teimoso e resolvi esperar, pois estava abastecido com sandubas de mortadela e um litrão de água dentro da mochila, e além disso, estava com muita vontade de ver emanar daquele povo todo aquele axé que rola todas as quintas-feiras no bar do Santista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E valeu muito a pena! Porque a 1ª atração do horário das 15hs (que começou quase às 16hs), o grupo Umoja subiu ao palco já espantando toda aquela vibe negativa com seus batuques, cantos e “giras”, inspirados nas tradições e religiões de origem africanas e com suas dançarinas que tomaram conta da rua. As poucas pessoas que por ali iam passando paravam e se aglomeravam para contemplar e interagir com o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois, sem demora, subiu o Elo da Corrente entoando ao som do berimbau e dos atabaques aladainha de evocação e convocação dos(as) poetas:&lt;br /&gt;“Tambor, tambor&lt;br /&gt;Vai buscar quem mora longe...&lt;br /&gt;Vai buscar todos poetas&lt;br /&gt;pra falar no meu sarau!”&lt;br /&gt;E com suas poesias, cantorias e mandingas limparam de vez o terreiro das urucubacas ruins causadas pelos atrasos e falhas técnicas, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essas falhas foram propositais, eu não sei (mas é para se pensar), pois, mais uma vez, houve descaso por parte da prefeitura com o povo da periferia, como aconteceu com os Racionais MCs na Praça da Sé em 2007, e como vem acontecendo na saúde, na educação e nos transportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disso pode-se concluir uma coisa: que o nosso prefeito Gilbertinho é totalmente alérgico à pobres, e sua administração é voltada para eliminá-los de sua vista. Pois se ele higieniza o Centro removendo os mendigos e os crackeiros, porquê não fazer o mesmo com os artistas e poetas das quebradas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-deUEx3NgUU0/TcQQqQxFq5I/AAAAAAAAACo/DmsMggct6yQ/s1600/2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603622154597149586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-deUEx3NgUU0/TcQQqQxFq5I/AAAAAAAAACo/DmsMggct6yQ/s320/2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RzmcnpJKASE/TcQQbgENhII/AAAAAAAAACg/MGWysQEOEpw/s1600/1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603621901005849730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-RzmcnpJKASE/TcQQbgENhII/AAAAAAAAACg/MGWysQEOEpw/s320/1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Versão Popular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2JQ9pTaNALE/TcQPuBD3TRI/AAAAAAAAACI/98AtbMLGTmU/s1600/4.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603621119588781330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2JQ9pTaNALE/TcQPuBD3TRI/AAAAAAAAACI/98AtbMLGTmU/s320/4.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Umoja&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7y8PxF8c6Po/TcQPcfBFsnI/AAAAAAAAACA/8OZrYskEkrs/s1600/5.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603620818392560242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7y8PxF8c6Po/TcQPcfBFsnI/AAAAAAAAACA/8OZrYskEkrs/s320/5.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Elo da Corrente &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-2506989744312903482?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/2506989744312903482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=2506989744312903482' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/2506989744312903482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/2506989744312903482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2011/05/virada-cultural-palco-cultura.html' title='Virada Cultural – Palco Cultura Periférica'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-deUEx3NgUU0/TcQQqQxFq5I/AAAAAAAAACo/DmsMggct6yQ/s72-c/2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-3163525670762685802</id><published>2011-01-19T07:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T07:04:43.488-08:00</updated><title type='text'>Boca do Lixo</title><content type='html'>Por: Clodos Paiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo seus companheiros mais velhos serem empurrados para dentro da barca como se fossem lixo, o garoto foi surpreendido pelo simpático PM que lhe berrava: "O quê você está fazendo aqui fora ainda, héim ô, seu rascunho de nóia?", enquanto desrosqueava a sua orelha no beliscão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-3163525670762685802?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/3163525670762685802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=3163525670762685802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/3163525670762685802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/3163525670762685802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2011/01/boca-do-lixo.html' title='Boca do Lixo'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-1332751340088867337</id><published>2011-01-18T14:46:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T14:48:08.392-08:00</updated><title type='text'>Emily Dickinson</title><content type='html'>Para as assombrações, desnecessária é a alcova,&lt;br /&gt;Desnecessária, a casa -&lt;br /&gt;O cérebro tem corredores que superam&lt;br /&gt;Os espaços materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais seguro é encontrar à meia-noite&lt;br /&gt;Um fantasma,&lt;br /&gt;Que enfrentar, internamente,&lt;br /&gt;Aquele hóspede mais pálido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais seguro é galopar cruzando um cemitério&lt;br /&gt;Por pedras tumulares ameaçado,&lt;br /&gt;Que, ausente a lua, encontrar-se a si mesmo&lt;br /&gt;Em desolado espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Eu", por trás de nós oculto,&lt;br /&gt;É muito mais assustador,&lt;br /&gt;E um assassino escondido em nosso quarto,&lt;br /&gt;Dentre os horrores, é o menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem prudente leva consigo uma arma&lt;br /&gt;E cerra os ferrolhos da porta,&lt;br /&gt;Sem perceber um outro espectro,&lt;br /&gt;Mais íntimo e maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IN: DICKINSON, Emily. Poemas escolhidos. Porto Alegre : L&amp;amp;PM Pocket, 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-1332751340088867337?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/1332751340088867337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=1332751340088867337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/1332751340088867337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/1332751340088867337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2011/01/emily-dickinson.html' title='Emily Dickinson'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-1425708496016532884</id><published>2010-10-21T11:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T12:06:07.816-07:00</updated><title type='text'>Canção do Carcereiro - Por Jacques Prévert*</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Aonde vais belo carcereiro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Com essa chave manchada de sangue&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Vou soltar aquela que amo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se ainda for possível&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E que tranquei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ternamente cruelmente&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No mais secreto do meu desejo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No mais profundo do meu tormento&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nas mentiras do futuro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nas bobagens das juras&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero soltá-la&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero que seja livre&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Até para me esquecer&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Até para ir-se embora&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Até para voltar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E também para me amar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ou para amar um outro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se esse outro lhe agradar &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E se ficar um dia sozinho&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E ela só em idas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Guardarei apenas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Guardarei sempre&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nas minhas duas mãos côncavas &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Até o fim dos dias&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A doçura dos seus seios modelados pelo amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*PRÉVERT, Jacques. &lt;em&gt;Poemas.&lt;/em&gt; Nova Fronteira, 1985.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-1425708496016532884?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/1425708496016532884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=1425708496016532884' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/1425708496016532884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/1425708496016532884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2010/10/cancao-do-carcereiro-por-jacques.html' title='Canção do Carcereiro - Por Jacques Prévert*'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-6200723781625563109</id><published>2009-08-05T08:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T08:50:57.568-07:00</updated><title type='text'>Consciência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por: Clodos Paiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da estação do metrô, subindo a escada rolante, um mendigão vem a milhão, deita na escada e começa a cantar Lady Laura do Rei Roberto Carlos. Estava com uma barriguinha de cachaça na mão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estávamos chegando ao fim; achei que ele ia ser moído, tipo: a escada puxando-o pelos andrajos e triturando tudo, sei lá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele foi subindo e cantando e bebendo; eu pensei em fazer algo: “levanta daê caraio!”, mas não fiz. Talvez, no fundo eu queria ver até onde iria aquela situação irreal não importando o que acontecesse: um acidente ou que ele se levantasse e saisse cantando. E foi o que aconteceu: não o acidente, e sim: que ele se levantou e saiu andando, emendando outra pérola do monarca:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amanhã de manhã&lt;br /&gt;Vou pedir um café pra nós dois&lt;br /&gt;Te fazer um carinho e depois... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não sei se era a brisa do goró ou se ele testava a minha fé mesmo. Acho que os dois. Filho da puta! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E a desgraça cantava bem pra caralho ainda por cima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-6200723781625563109?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/6200723781625563109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=6200723781625563109' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/6200723781625563109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/6200723781625563109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2009/08/consciencia.html' title='Consciência'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-2567906368083108785</id><published>2009-08-03T08:53:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T08:54:44.489-07:00</updated><title type='text'>Quem é ela?</title><content type='html'>Por: Zé Ricardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica atrás de uma tela&lt;br /&gt;Com o olho cheio de remela&lt;br /&gt;No barraco da favela&lt;br /&gt;Sem comida na panela&lt;br /&gt;Assistindo a novela&lt;br /&gt;Vendo a vida passando por ela&lt;br /&gt;Bem perto da sua janela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que posso fazer por ela?&lt;br /&gt;Um livro vou dar a ela&lt;br /&gt;Para que ela saia de trás da tela&lt;br /&gt;Limpe o olho cheio de remela&lt;br /&gt;Viva melhor na favela&lt;br /&gt;Ponha comida na panela&lt;br /&gt;Pare de assistir novela&lt;br /&gt;E viva a vida dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-2567906368083108785?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/2567906368083108785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=2567906368083108785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/2567906368083108785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/2567906368083108785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2009/08/quem-e-ela.html' title='Quem é ela?'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-5500578594841184520</id><published>2009-07-30T09:12:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T11:48:01.407-07:00</updated><title type='text'>Argumento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por: Clodos Paiva&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Que mania essa que você tem de querer saber o que faço com o meu dinheiro!&lt;br /&gt;- Claro, você só gasta com cachaça com aquele bando de vagabundo.&lt;br /&gt;- É claro que torro com cachaça! Só me resta fazer isso com a merreca que me sobra depois de te dar quase tudo. O que aliás você acaba dando tudo pra sua igreja, na mão daquele pastor cadeiêro. Aposto que eles tiram mais onda que eu, gastando tudo com putas e festas em hotéis.&lt;br /&gt;- Deixa a minha igreja em paz!&lt;br /&gt;- Vamo fazê assim, você me dêxa em paz com a minha pinga e meus camaradas de buteco, e eu dêxo você em paz com as suas irmãs de pernas cabeludas e com o seu pastor malaco, pode ser?&lt;br /&gt;- Não fala assim do pastor, ele é pessoa muito honesta. Você podia parar de gastar dinheiro com cachaça e seguir o exemplo dele.&lt;br /&gt;- Gastar meu dinheiro com putas e festas em hotéis? Ótima idéia!&lt;br /&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-5500578594841184520?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/5500578594841184520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=5500578594841184520' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/5500578594841184520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/5500578594841184520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2009/07/argumento.html' title='Argumento'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-4387787777169391976</id><published>2009-07-23T16:19:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T16:27:17.386-07:00</updated><title type='text'>Pomba</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Por: Fernando Baldraia&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É que nem eu te falei, fui lá trampar, tava voltando, aí vi uma véia com a cara estilo toda se entortando. Se pá foi derrame, o Chico Anísio também ficou umas épocas com aquela boca meio caída, vi na televisão. Mas aí vi a porra da pomba lá no chão, moscando, o povo passando pra lá, tipo num calçadão, e a pomba lá, sentada. Logo de cara eu não me liguei qual que era a da pomba, pensei até que a coitada tinha botado um ovo ali, no meio do pagode, e tava gelada de sair e largar o filhote, quer dizer, o que podia vir a ser um filhote, ali, no meio do pagode. Sei lá, a gente não tem desarranjo intestinal, tá tranqüilo, de rolê, e de repente, as tripa vai dando uns nó, dá aquela vontade da porra de cagar, as perna chega bambeia, a gente não sabe se anda ou se pára, dá suadeira e os caráio. Naquilo que o cu afrouxa memo, bate mó desespero, o jeito e se jogar onde dá. Vai que pomba tava lá, de boa, bicando uns resto de pipoca no calçadão e deu nela essa fita aí, mas em vez de com merda, com ovo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sapeei a tiazinha de novo, mas aí já tinha me ligado que ela tava era com cara de dó. Dó da pomba. E se não tivesse de óculos escuros, acho que se pá dava até pra ver os olho vermelho, estilo querendo chorar. Colou um tio do lado, com o celular na mão, parecia conhecido dela, trocaram uma idéia rapidinho, ele na mesma pegada compadecida. Ah, vai chamar o resgate, pensei. Porra, Alemanha, tá ligada, né, tudo mó organizado, deve ter aquelas paradas de recolhimento de animais abandonados. Ou até, vai saber, tudo tão organizado, derrepentemente um Serviço de Atendimento às Pombas em Situação de Risco. Eu, lógico, não parei pra ficar assistindo pomba nenhuma, numa passada me veio aquela da dor de barriga na pomba, e na outra já me caiu a ficha de que aquela asa abaixada não era pra esconder ovo nenhum, tava era zuada. Prossegui meu caminho, toda hora torcia o pescoço, pra ver se acontecia alguma coisa. Vi a tia saindo fora com o tiozinho, mas não foram embora, ficaram mais de quebradinha, à distância, naquelas de não fuder mais com a pomba, os bombero sempre fala isso aí, quando acontece um acidente, tem ferido e tal, aglomeração só atrapalha. E o respeito também voga, fica todo mundo em cima, carniçando, morreu boi nesta porra por acaso? Memo assim toda hora parava um grupinho em torno da pomba, até compensou ganhar a boa, era bem mais mina, e umas dava até um caldo, novinha assim ó, tudo no lugar ainda, firmeza.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois do farol perdi a pomba de vista, mas até aí não tinha chegado nenhuma ambulância ainda. Segui meu caminho, uma fome de lascar, que mané pomba, minha cara era chegar em casa logo, pra agilizar um rango. Apertei o passo. À toa, que na outra esquina o sinal tava vermelho pro pedestre. Pior é que não tinha carro nenhum, nem de lá nem de cá, mas o sinal mandava eles passar assim mesmo, e eu, com uma mochila pesando quem chumbo nas costas, varado de fome, tinha que ficar lá parado. Quer dizer, ter não tinha. O povo fala que os polícia dá multa pra quem atravessa no vermelho , digo gente, não carro, mas eu ainda não vi isso. Deve ser exagero. Além disso, num tinha polícia nenhum por perto, mas tinha uns povo sentado nos restaurante, nas mesinhas pra fora, comendo no sol. E gente fica naquelas de não querer parecer ignorantão. “Esses estrangeiros!”, eles vão pensar. “Preto ainda, já dava  pra imaginar que não ia obedecer o semáforo.”, vão pensar. Eu podia meter um outro estilo: “Não sou daqui memo, e tô cagando e andando. Num entendo nem quero entender essas porra desta regra. Que se foda-se!” Mas aí tem que mudar umas pá de coisa, olhar torto, falar alto, jogar lixo na rua, pôr o pé cima do banco do trem, sei lá, ali, como eu tava na hora, atravessar no farol vermelho, eu conseguia na boa. Mas aí já iam achar que eu era também todo o resto. Fiquei ali naquela agonia, querendo fazer boa figura, redimir a raça, a barriga roncando e me dizendo que nenhum alemão naquela minha situação seria tão idiota. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas aí o hominho virou verde e quando eu já ia indo, veio uma ambulância, fincada. Parei de novo, ambulância pode passar no sinal vermelho, até aí é assim. Passou mesmo. Eu segui a ambulância com os olhos, pra ver se ela ia pro lado da pomba. Quando fui enfim atravessar a rua o sinal tinha acabado de avermelhar de novo, mas fui assim memo. Fiz isso só porque do outro lado vinha um tipo atravessando a rua também. E era alemão, só podia. Já viu roupa social esporte? Ou roupa esporte social? Não é nada de “esporte-chique”, essas coisa que a gente inventa aí. Parece estilo social memo, camisa, sapato, meia, cinto e a porra toda. Os pano também, pano de roupa social. Mas aí, vai vendo, de shorts. Na moral, o barato dá no meio da coxa, é shorts! Camisa social, bem passada e tal, meia social, daquelas fininha,  que só tem preta, branca, azul e cinza, sapato brilhoso ... e shorts. Mas sem gravata, que tâmo no verão. Pelamordedeus! Se a ambulância salva lá a pomba, sou a favor que na primeira vuada ela cague em cima deste aí, que assim ela larga mão de comédia e vai trocar de roupa. Redículo. Tá com calor, põe logo uma bermuda tactel, camiseta e já era!, melhor que ficar com essa palhaçada. Lá com nóis, que não é Alemanha nem nada, social é social, pode tá o sol que for. E de gravata. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fui indo, tava com pressa. Pra não prestar muito atenção na fome, ia vendo as placa dos carro. Aprendi com o meu irmão, ficar reparando em carro. Mas eu só faço isso quando tô à toa. Cada placa tem tipo o escudo do estado onde foi registrado, e as letras dão a letra da cidade. Acho que era assim: BO: Bochum; D: Düsseldorf; H: Hannover, MZ:  Mainz. Certeza memo só BN ou K, que eu nem parava pra olhar, pois significa “Bonn” e “Köln”, as cidades que ficam mais aqui perto, eu já conheço o desenhinho, nem anima de ver que bicho tem. Geralmente tem cavalo, urso, leão, águia. Em cima de um carro tinha um gato preto. Sem novidade, ele tá sempre ali. Mas nesta mão ganhei a boa do o gato fica ali, dando uma de loco. É pra caçar. Caçar pomba. Dali era de esquema pra dar o bote nas coitada das pomba que faz o ninho embaixo do viaduto e ficam sempre circulando naquele pedaço. Bem nessa hora veio uma, pegou um raminho na ponta do bico, ficou estilo aquelas pomba da paz, mas essa daqui não era branca, era cinza, pomba normal, e no pescoço tinha aquelas pena que brilha quando o sol bate, pomba normalzona memo. O gato não fez nada, acho que era porque eu tava ali passando. Salvei a pomba. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aí me deu um remorso de ter aloprado a tiazinha da boca do Chico Anísio. Porra, pomba pegando o raminho, indo construir o seu ninho, coisa mais bonita. Só faltava ser branca. E é romântico também, pomba revoa nos filme quando os casal se beija. São companhia pros povo solitário, ou véio e abandonado, que vão nas praça jogar comida pra elas. Tem gente que fala que é rato que voa, é nada. A pombinha lá voando, com o raminho na boca, porra, coisa bonita de ver. E eu, quando vinha vindo, tinha até pensado eu voltar lá onde a véia tava, parar um pouco no meio do povo, olhar bem na cara deles: e sentar o pé na pombinha zuada. Meter a bica gostoso, pra bicha voar longe e cair de cu trancado. Inda  falar depois, “E vocês, vão tudo tomar no olho dos seus cu. Se fudê, bando de filha da puta, ficar velando pombo.  Vai caçar o que fazer!” Ninguém nem ia entender minha indignação, eu ia passar por selvagem, uns ia ficar com medo e sair vazado, alguém ia chamar a polícia, era bem capaz de eu ir preso. Voltar pro Brasil, extraditado por causa de uma pomba. Ainda bem que não sei xingar assim em alemão. Quer dizer, eles não sabem xingar direito. O que mais fala aqui, de vez de ser “Vai tomar cu”, é “Lambe meu cu”. Porra, aí é coisa de viado! Se for lamber o cu das mina, vá lá, tá certo, mas essa fita vale aqui pra todo mundo, até homem fala isso pra outro homem. Seu eu falasse do meu jeito, o certo, eles não ia entender, e se eu falasse do jeito certo deles, o errado, eu não ia falar o que eu tinha que falar. Aí é melhor ficar calado. Assim continuei aqui. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já na dobra da esquina de casa, passando o olho no último carro, tipo daqueles que é tipo um trailer, tinha uma placa: “Inúltil arrombar. Não há objetos de valor no interior deste veículo.” Bem assim memo, sem sacanagem nenhuma! E não era um adesivo no vidro, numas de tirar sarro. O pião tinha tido a pachorra de pôr esse troço bem na janela lateral, até com um sinal vermelho imitando as placas de trânsito, qualquer um que passava na calçada dava pra ler. Porra, aí tá de tiração! E ó, na moral, sem zueira, bem na hora vi que quase do lado do carro tinha uma porra duma pomba morta, mortinha da silva. Ela tava jogada no pé dum poste de luz. Foi o gato, pensei. Gato alemão tem boa morada, tem boa comida, pode matar só por prazer, diversão. Assassino! Porra, coitado do gato, todo mundo sabe que essa fita aí é instinto. Eles faz, mas não sabe porquê que faz. E eu esculachando com o gato. Mas o dono do carro, ah, esse eu não perdoava, esse faz de propósito. Se eu não fosse estrangeiro nem preto nem faxineiro, ia era quebrar o vidro e tacar a pomba morta lá dentro, pro fêla da puta do motorista largar mão de ser otário. O bicho já devia tá fedendo, e com o sol que tava, ia feder ainda mais bonito dentro do carro. Mas se ele insistisse naquela de escrever plaquinha idiota, podia pôr assim na próxima: “Inúltil arrombar. Além de não haver objetos de valor, o interior deste veículo fede à carniça pomba”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O lugarzinho pra dar pau-no-cu, pensei. Onde já se viu, ficar chorando por causa de pomba, andar fantasiado, escrever essas trouxices e pôr aí pra gente ler. Remorso de cu é rola, a véia que se foda! Que fique com a boca caída e a cara torta a vida toda. O que nem é desejar tanto mal, um traste daqueles, não deve demorar muito, tá pra subir. Não gosta de pomba, vai pro céu! Aposto que tá lá agora, até agora, pensando na pomba, com aquela cara torta, a boca caída, pensando na pomba. Tiazinha doida! Aí, na moral, cê tá me entendendo, né?! Que mané pomba, quem quer saber de porra de pomba!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-4387787777169391976?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/4387787777169391976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=4387787777169391976' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/4387787777169391976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/4387787777169391976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2009/07/pomba.html' title='Pomba'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-8338001685838880818</id><published>2008-11-05T12:07:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T12:15:48.449-08:00</updated><title type='text'>Lançamento do livro Negrafias - Antologia de Autores Negros</title><content type='html'>CicloContinuo, Elo da Corrente e Edições Toró convidam:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lançamento do livro Negrafias - Antologia de Autores Negros/ Sarau Os Novos Griots&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Homenageia o poeta negro Solano Trindade&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Organização: Marciano Ventura&lt;br /&gt; Prefácio de Oubi Inaê Kibuko &lt;br /&gt;Autores:&lt;br /&gt; Akins Kinte  - Allan da Rosa - Carlos Alberto       Cidinha da Silva - Clodoaldo Paiva - Elis Regina F. Vale - Elizandra de Souza - Geovani di Ganzá - Johnny Pqno - Miguel - Marciano Ventura - Márcio Folha  - Michel da Silva - Raquel Almeida     &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O livro Negrafias é uma antologia de autores negros que abarca diversos gêneros como: conto, poesia, teatro e texto em quadrinhos. A publicação do livro surge como fechamento da série de eventos “Os Novos Griots”, um sarau cultural onde foram realizados lançamentos de livros com o objetivo de reunir curiosos de todo gênero em torno das produções da vertente negra na literatura brasileira. Os eventos foram organizados, em parceria com a Oriashé - Sociedade Brasileira de Arte e Cultura Negra - durante os anos de 2006 e 2007, no bairro de Cidade Tiradentes/SP.&lt;br /&gt;Apesar da finalização do evento Os Novos Griots, a publicação de Negrafias não se constitui como produto final do trabalho, mas como início de outras de novos vôos e realizações. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;07/11 –  &lt;br /&gt;Local: Núcleo de Cultura e Extensão em Artes Afro-Brasileiras /USP - Grupo de Capoeira Angola Guerreiros de Senzala&lt;br /&gt;A partir das 20:00h - Com apresentação de Dança Afro, música com Gerson Melodia, Sarau e Coquetel de Frutas&lt;br /&gt;R: Av. Professor Lúcio M. Rodrigues, Travessa 05 – Bloco 28 – Cidade Universitária – tel 73120487/ 98118499&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;13/11 – &lt;br /&gt;Local : Ação Educativa – a partir das 19:30h &lt;br /&gt;Lançamento com projeção do documentário História duma vida simples – ,  bate papo sobre a vida, obra e o legado de Solano Trindade, Sarau e música. e sorteio de um livro de Solano autografado pelo autor.&lt;br /&gt;R General Jardim 660 Centro – tel 31512333&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;20/11 -&lt;br /&gt;Local: Sarau Elo da Corrente - a partir das 19:30h&lt;br /&gt;Lançamento com projeção do documentário História duma vida simples – sobre Solano Trindade, Sarau do Dia da Consciência Negra, música e mil literaturas. &lt;br /&gt;R: Jurubim, 788 - Pirituba&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;23/11 - &lt;br /&gt;Local: Barracão do Samba - a partir das 16:00h&lt;br /&gt;Lançamento do livro com sarau, música e muito samba.&lt;br /&gt;Cristóvão Camargo (altura do n.66) - travessa da Av. Tiquatira.  (11) 9763-2596c/ Rick.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obs: em anexo só há o cartaz do lançamento do dia 07, logo estaremos enviando os outros. Sua presença é importante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Contatos – negra_fias@yahoo.com.br&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Segue alguns trechos do livro:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Berimbalando as capoeranças&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;tchi tchi TOON TIIIIIM.... &lt;br /&gt;Fecharam nossa africanidade&lt;br /&gt;Num gigante baú de riqueza&lt;br /&gt;De madeira falsidade&lt;br /&gt;No cadeado a tranqueza&lt;br /&gt;C’o chumbo de meias-verdades&lt;br /&gt;Míope vesga marvadeza&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porque o levante é liberdade&lt;br /&gt;E não caneta de princesa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um imaginário com idade&lt;br /&gt;E nossas linhagens realeza? &lt;br /&gt;Meu sobrenome de verdade?&lt;br /&gt;Quero sentir minha ascendência&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ilê Axé é liberdade&lt;br /&gt;E não caneta de princesa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não só a dor na costa que arde&lt;br /&gt;Na servidão com ligeireza&lt;br /&gt;É no corpo a espiritualidade&lt;br /&gt;Minha negritude com beleza&lt;br /&gt;No axé da ancestralidade iê&lt;br /&gt;Maculelê iê capuera&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nossas roda é viva liberdade&lt;br /&gt;E não caneta de princesa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em falá nisso a gente sabe&lt;br /&gt;Num devo favô a essa carnicêra&lt;br /&gt;Não é papel é guerra, é arte&lt;br /&gt;É vermelha e quente correnteza&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A voz do Gunga é liberdade&lt;br /&gt;E não caneta de princesa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Oritempoespaço unidade&lt;br /&gt;Sô mulher negra, herança proeza&lt;br /&gt;Sempre à prova a dignidade&lt;br /&gt;Gingo fiel à minha natureza&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nossas mãe preta é liberdade&lt;br /&gt;E não caneta de princesa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Canto aqui nossa fertilidade&lt;br /&gt;Zóio de águia fitando o cegueta&lt;br /&gt;Guerra e festa é nossa integridade&lt;br /&gt;Quilombagagens mocambelezas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porque nossa vivexistência é liberdade&lt;br /&gt;E não caneta de princesa...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Elis Regina do Vale&lt;br /&gt;____________________________________________________________________&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Favela, Mulher!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Favela, mulher corajosa!&lt;br /&gt;Nem criança, nem idosa&lt;br /&gt;Nas mãos flores e lanças&lt;br /&gt;No olhar constante esperança.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Favela, mulher maravilhosa!&lt;br /&gt;Nem arrogante, nem orgulhosa&lt;br /&gt;Muitas vezes parceira na dança&lt;br /&gt;Outras solitárias nas andanças.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nas escadarias de tua geografia&lt;br /&gt;Correndo feito menina&lt;br /&gt;Seu sorriso espada que desafia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No coração passou parafina&lt;br /&gt;Abraça o caráter que não desfia&lt;br /&gt;Já a face encharcou de purpurina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Elizandra de Souza&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Poemas de Outono&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Não sei escrever poesias&lt;br /&gt;As palavras que finjo escrever&lt;br /&gt;Escrevem por si mesmas,&lt;br /&gt;Eu as escrevo&lt;br /&gt;Mas todas fingidas,&lt;br /&gt;Finjo ser eu mesmo&lt;br /&gt;As palavras fingem serem minhas,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Que desventura tentar a poesia&lt;br /&gt;Sou o sonhador da janela do meu quarto&lt;br /&gt;Que finge olhar a lua&lt;br /&gt;Como se tivesse inspiração,&lt;br /&gt;Mas que na verdade&lt;br /&gt;Acha bonito estar na janela do quarto&lt;br /&gt;Fingindo que sonha para a lua&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vou fechar as janelas&lt;br /&gt;Do meu quarto sem janelas,&lt;br /&gt;A mansarda e a lua&lt;br /&gt;Que fique do lado de fora&lt;br /&gt;Já não as suporto&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vou queimar meus falsos poemas&lt;br /&gt;De versos que se fingem de mim&lt;br /&gt;Nunca mais serei esse eu mesmo&lt;br /&gt;Que nunca fui.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Giovanni di Ganza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-8338001685838880818?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/8338001685838880818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=8338001685838880818' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/8338001685838880818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/8338001685838880818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2008/11/lanamento-do-livro-negrafias-antologia.html' title='Lançamento do livro Negrafias - Antologia de Autores Negros'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-6202540628952027878</id><published>2008-04-23T09:34:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T09:36:53.591-07:00</updated><title type='text'>Paredes</title><content type='html'>Por: Cortecertu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio, por favor. Quando o senhor vai me levar pra casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim começa a história que as paredes daquele barraco me contaram. Mas esse começo, seria começo? Quase meio? Breve fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Antes de continuar, gostaria de me apresentar. Sou aquele cara de todos os dias, sou o senhor mal vestido levado pelo braço, sou a criatura bêbada constantemente transladada do boteco para goma, da goma para o sono, do sono para...Sou o Tio e, desta história, sei tanto quanto você. Sei nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã de 23 de março. Sara, como de costume, antes de sair para trabalhar, faz suas preces e pede para as quatro paredes vigiarem seus filhos. Josué, João e Ester. Sei que algum leitor detalhista pode estar indagando sobre a idade das três crianças. É sempre assim. Quando, onde, como, quem, por que. Dane-se. Enquanto seguimos as convenções narrativas, Ester brinca com um isqueiro. As paredes, pobres paredes, amigas que sempre trouxeram calor e proteção, agora são como um forno. Eu ouço gritos, Sara não, está distante com seu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subida é íngreme, ela pára. Os outros veículos passam xingando, seus motoristas buzinam incessantemente.  Um pivete passa por perto e vê aquela mulher com uma carroça cheia de metais e papelão,  o garoto se compadece e empurra, ajuda Sara a se livrar daquele grande obstáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carroça não sabe por qual razão é chamada de carro por Sara, vive discutindo com a mulher, e não é só questão de batismo não. O carro/carroça reclama do excesso de peso, das rodas desalinhadas, mas logo fica calma e se sente confortável ao entrar em contato com o corpo de sua guia, coberto por uma bermuda, evolvido numa camiseta “Maluf ama São Paulo”, onde seus seios ganham evidência a cada esforço, a cada ladeira. A carroça/carro tem certeza - Sara merece suas carícias, é com ela que a mulher divide seu suor. Quem dera ser moldura de espelho, ser cama. As paredes iriam presenciar belas cenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sara tem sede, deixa sua companheira numa esquina, sob o olhar desejoso de outros habitantes das ruas. Ao entrar num boteco, para descolar um copo d’água, sente aquele cheiro de pinga, percebe o olhar dos clientes que bebem no local...Lembra do féla da puta, o miserável pai dos seus filhos...Não se esquece que quando tinha nove anos, foi levada da praça onde brincava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do bar, em meio a lágrimas, Sara pergunta em voz baixa: Tio, por favor. Quando o senhor vai me levar pra casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim começa a história que as paredes daquele barraco me contaram. As paredes, malditas paredes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-6202540628952027878?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/6202540628952027878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=6202540628952027878' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/6202540628952027878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/6202540628952027878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2008/04/paredes.html' title='Paredes'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-606533319252539960</id><published>2008-04-04T10:17:00.001-07:00</published><updated>2008-04-04T10:19:29.367-07:00</updated><title type='text'>A CABANA E O SEU MAR</title><content type='html'>Por: Felipe Alexandrino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a solidão me força a escrever. Minha única companhia, por anos, é esta paisagem ao fundo da janela que nunca mudou. Nem mesmo o pássaro que chega a cada aparecer do sol, se difere do pássaro que se foi e não mais voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As nuvens, sempre nubladas, estão a esconder a “timidez do sol”. Pra que irradiar uma cabana sem luz e um pescador que nem sequer tem um anzol?&lt;br /&gt;Minha vida por anos tem sido assim, não reclamo dos dias, nem da agonia.&lt;br /&gt;Sei que sou merecedor dessa areia que esconde o jardim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia que "ô pai" se foi, tudo foi uma tristeza só. Ele saiu como qualquer pai de família faz, em busca de uma digna refeição. Então, ele caminhou distante e com muita fé em direção ao mar, parece que encontrou aquela luz que o sol não irradia, lá no fundo, nas profundezas da escuridão. Correu até o mar e pela ultima vez, lhe vi com seus pés no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde "o ultimo caminhar” mamãe ficou muito só. Estendia sua roupa como todo dia, mas sem ter aquela mesma alegria que sempre me fez sorrir. Até o rádio de que ela tanto gostava, eu a vi desligar.&lt;br /&gt; No fim daquela tarde, meus olhos encheram de lágrimas, nem mais a velha cabana me acolheu. Corri pela imensidão da areia, com passadas fortes a gritar: Onde? Onde é que está Deus?? &lt;br /&gt;E chorei! Como nunca! Até a noite aparecer no fundo da minha janela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias se passaram e mamãe piorou, O que era uma falta de espírito, em doença se transformou. Logo vi, não faltava muito para o mar também lhe chamar. Numa certa manhã minha previsão aconteceu. Cheguei à nossa velha cabana, e a procurei por todo lugar. Na vila, no brejo, nas montanhas, ao redor da imensidão do mar.&lt;br /&gt;- “Que coisa mais estranha! A mamãe não levanta da cama, desde o dia que deixei de sorrir”. &lt;br /&gt;E o meu sorriso que há muito tempo não surgia, voltou junto com a esperança de ve-la caminhar por aí.  &lt;br /&gt;Saí pela porta a correr. Corri muito, por todas as partes. Caí na areia inúmeras vezes. Ansiava para lhe ver. &lt;br /&gt;Pois bem, essa esperança foi se acabando, aos poucos, até a hora do amanhecer. Mamãe também foi ao encontro do mar. Como logo imaginei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais sorri, não mais falei. Nem mais chorei. Fiquei aqui, esperando esse dia chegar.  Escrevo essa carta, com um pesar no coração. Sei bem que por muito tempo ficará nesta cabana, esperando por anos e anos, para que um dia, um nobre a leia. Do fundo do meu coração, sentirei falta dessa paixão tão simples, pela a janela, a cabana e a areia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe e "ô pai" me esperam. Tenho que ir. &lt;br /&gt;Meu conforto desde a infância. &lt;br /&gt;Faz tanto tempo! Tanto tempo!&lt;br /&gt;Já não vejo a hora de voltar a sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-606533319252539960?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/606533319252539960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=606533319252539960' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/606533319252539960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/606533319252539960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2008/04/cabana-e-o-seu-mar.html' title='A CABANA E O SEU MAR'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-8820535939228692996</id><published>2008-03-31T14:21:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T14:57:24.379-07:00</updated><title type='text'>Conto Sim!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por: Julio Fonte&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Conto sim! Mas prometa, esta mesa é uma cova e o que vou lhe falar vai ficar por aqui enterrado a sete palmos. Isto ninguém pode saber.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Hei rapaz, você me conhece há mais de dez anos, pode falar, daqui nada sai!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Bem, sabe que desde pequeno me familiarizei com armas, de todos os tipos, desde as menores e discretas às mais extravagantes e poderosas, porém todas assassinas. Meu falecido avó, você o conheceu! Se deus existe que ele o tenha agora, desde jovem já praticava tiro como esporte. De todos nós ele era o melhor, foi vitorioso em várias, várias competições. Meu pai aprendeu com ele e eu com meu pai. Sabe, na minha família nunca houve nenhum acidente com armas e nenhum homicídio, nada! Pede mais uma cerveja que essa já secou!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Hei Zé manda mais uma aqui!!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ah, você já viu minha coleção!!?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Lógico que vi e fiquei espantado, aquilo vale uma grana, não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Bota grana nisso, são décadas colecionando, uma por uma. Começou com meu avô e não para, vicio é vicio! Cada um tem o seu. Enfim, não esperava que ocorresse algo assim comigo, nós sempre achamos que as coisas só acontece com os outros na televisão, depois você troca de canal e pronto, acabou!!! Dormia tranqüilo e já ia aí umas duas da manhã. Sonhava até e sonhei que batiam na porta. Acordei um tanto assustado, mas o silencio reinava, tentei voltar a dormir e então ouvi uns barulhos de passos no andar debaixo. Todos dormiam tranqüilamente. Levantei e então novamente ouvi uma certa movimentação. Tive certeza que alguém tinha entrado na casa. Fui ate o armário e não pensei duas vezes peguei a melhor das minhas armas. Carreguei ela com o maior cuidado para não fazer barulho. Abri muito devagar a porta do quarto onde dormia e ao sair tornei a fechá-la. Estava tudo muito escuro, não acendi nenhuma luz. Moro na casa há vinte e três anos, conheço tudo muito bem e sabia ao certo donde o barulho vinha. Cheguei próximo a escada. Me encostei e fiquei em posição de tiro. De onde estava dava para ver a sala inteira. Tudo escuro, mas através do visor noturno ficava bastante nítido. Esperei... Até então não tinha visto ninguém, continuei esperando. O safado ia ter de passar pela sala para sair, pois ele entrara por aquela janela e teria de sair pela mesma, todas as outras estavam fechadas. Esperei, nisso creio que demorou uns cinco minutos e nada, já estava achando que eu tinha me enganado, não queria descer... Nesse momento o marginal passou e já se dirigia a janela. O safado estava carregado! Levava muita coisa e com certeza iria voltar para buscar mais. No que ele jogou umas das bolsas que carregava para o lado de fora e segurou na janela para pular, foi muito fácil, mirei e disparei o primeiro. BAM!!! No meio das costas. HAHAHA. Caiu, não deu tempo nem do coitado pensar. BAM!!! Na cabeça. Adoro silenciador! Minha mulher nem acordou. Coloquei minha querida no chão e desci. Estava feio o marginal, já estava morto!!!! Era um moleque. Já tinha visto ele para minha surpresa. Morava naquela favelinha que fica perto da avenida principal, quantas vezes já dei trocado para ele no sinal lá embaixo. Você acredita? Isso que dá!! A gente ajuda esses filhos da puta e ainda eles vêm roubar sua casa. Teve o que mereceu!!!!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Que história sinistra!!!Mas você não está mal, sei lá, nervoso com tudo isso? Quantos anos ele tinha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá, uns vinte anos. Na hora só queria apagar o marginal. Depois foi um problema, pois minha mulher acordou e ao ver aquilo tudo, o figura estava feio mesmo e sangue para todo o lado, ela começou a chorar. Ficou desesperada. Mulher é foda!! Comecei a ficar nervoso também. A primeira coisa que pensei foi em ligar para meu amigo, sabe o Antônio delegado? Então foi a primeira coisa que fiz. Conto tudo porque confio em você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Fica sossegado, não falo nada para ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Liguei para o Antônio e ele estava dormindo é lógico. Contei tudo para ele. Ficou bastante assustado e disse que isso poderia gerar uma situação bastante complicada, pois minhas armas não são todas legais e teria de provar defesa própria, ou seja, não seria fácil me livrar de boa, sem dor de cabeça. Ele disse que era para eu esperar e não ligar para mais ninguém que estaria chegando em 20 minutos. Nesse tempo acalmei minha mulher e disse que daria tudo certo, ela ficou trancada no quanto com o meu moleque que acabara de acordar e não estava entendendo nada, ficamos na sala eu e o defunto. Fiquei olhando para ele e pensei que realmente eu tinha feito a coisa certa, não senti culpa, sendo bastante sincero contigo, não senti nenhuma culpa. Imagina, provavelmente ele iria assaltar outras casas e acabar matando alguém, ele estava armado esqueci de lhe contar!!! Um 38 na cintura. Sabe, cortar o mal pela raiz! Foi isso que fiz, matei antes que ele matasse alguém por aí. Não fiz mais que meu papel de cidadão, defendi minha família minha propriedade. Trabalhei muito para ter tudo isso e não vai ser um vagabundo qualquer que vai destruir tudo. E mais... Não tinha futuro, nenhum...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Nossa cara que historia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Bem depois de um tempo o Antônio chegou com mais um PM, isso já era umas 03h00min da madruga, ao entrar eles olharam o rapaz e disseram que o indivíduo já havia sido preso por assalto à mão armada e furto. E então me perguntaram se eu poderia me desfazer do tapete onde o morto estava. Disse que sim, mas não estava entendo o que eles pretendiam fazer. Então começaram a enrolar o morto no tapete e rapidamente o colocaram na viatura. Foram...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- E aí, o que fizeram com o corpo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá, devem ter desovado por aí, foi isso. Para falar a verdade às vezes me dá uma pontinha de dó da família quando vejo aquele cartaz de procura-se desaparecido no poste com a foto do rapaz , mas o que eu posso fazer? Cada qual escolhe o seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Cara que historia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Nem fala. Esse é o nosso segredo. Bem deixa que eu pago a conta, preciso ir, vou almoçar na casa da minha sogra, sabe como é domingão é preciso fazer a presença com o sogro. Aahahah!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Até&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Até&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alo, Zé? O que aconteceu homem ? Por que esta chorando? fala algo!!!!! Alo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você esta sozinho?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tô !&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Aconteceu algo terrível ontem, estou meio perturbado ainda!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não me assusta fala logo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ontem à noite...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O que? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ontem à noite a Fernanda foi dormir na casa da mãe dela com o menino, nós discutimos feio... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ela volta não esquenta a cabeça com isso!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Mas não é isso, ela foi dormir na casa da mãe. Eu estava sozinho e fui dormir cedo, lá pelas 23h00min já sonhava até. Acordei por volta das duas da manhã com barulhos na sala. Levantei devagar. Pensei que fosse, sei lá, um gato ou algo que tivesse caído no chão ao acaso, mas quando ia descendo a escada para averiguar ouvi mais barulhos e vinha da cozinha dessa vez. Subi rapidamente novamente, porém silencioso. Peguei meu revolver e retornei. Tinham entrado em casa! Quando estava retornando, descia a escada de novo e na sala vi um vulto mexendo nos armários a procura de algo, estava de costa para mim. Dava para perceber, apesar da escuridão que fazia. Da escada mesmo dei um grito falando para ele levantar as mãos pois eu estava armado e se ele fizesse qualquer movimento mais brusco eu atiraria para valer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- E ai?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ele levantou as mãos para o alto e ficou parado. Eu lentamente fui me aproximando. Fiquei com muito medo dele tentar algo e eu ter de atirar. Você sabe muito bem que odeio violência. Aquela arma em casa... nem fui eu quem comprou, foi o pai da Fernanda que deixou certa vez em casa. Ele sempre anda armado e sempre esquece de pega-la de volta. Mas o infeliz não fez nada, só pediu para eu não atirar. Cheguei mais próximo e coloquei o cano nas costas dele, eu tremia muito, estava nervoso demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O que você fez?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não sabia o que fazer, o que eu ia fazer com o rapaz. Quando cheguei perto logo o reconheci. Você também o conhece. Sabe na Av. de cima aquele rapaz de cadeira de rodas que fica no farol pedindo trocado ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sei! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sempre junto dele tem um outro. Alto e forte, mas novo ainda. Sabe de quem eu falo? Eles moram naquela favela perto da Avenida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Lógico que sei!! A gente vê eles todo dia a tarde no mesmo lugar!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Então, quando estava mais próximo já o reconheci! Acendia luz e ficou confirmado. A única coisa que pensei no momento foi tranca-lo no banheiro. Procurei a arma dele e para a minha surpresa ele estava desarmado. Tranquei ele no banheiro e fui direto ligar para a polícia. Liguei no celular de um conhecido meu que é bastante influente, ele é delegado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eles prenderam o rapaz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É ai que a coisa complica! Esse meu conhecido que prefiro não falar nome me disse o seguinte. Se ele fosse lá iam prender o rapaz, que é de menor e estaria solto em pouco tempo. Ele me conhece, conhece minha família. Passo por ele no farol todo santo dia. Ele tem amigos que provavelmente iam acertar as contas comigo de alguma forma depois. E esse depois provavelmente não seria tão depois assim. Ele me garantiu que o mais seguro era atirar no rapaz para matar e depois na mesma noite jogá-lo no rio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não acredito! E aí o que você fez? Não vai me falar que matou o rapaz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- COMO NÃO? COMO NÃO? O QUE VOCE FARIA? O PROPRIO DELEGADO FALOU E ELE É MEU AMIGO. ELE SABE DO QUE ESTAVA FALANDO.NÃO TIVE OUTRA OPÇÃO.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não grite, tente ficar calmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu desliguei o telefone e fiquei sentado no sofá da sala. Nunca tinha pegado em um revolver na minha vida, quanto mais atirado em alguém. Fiquei sentado uma meia hora e então levantei. Eu tremia e chorava. Porque aconteceu comigo/ Nem abri a porta do banheiro. Não tive coragem. Lá de dentro não se ouvia nada. Disparei seis tiros na porta. Só quatro perfurou. Fiquei com medo, achei que não tinha acertado. Lembrei que junto ao revolver meu sogro deixara uma caixa com mais balas. Subi e recarreguei a arma para garantir. Desci e abri a porta. O infeliz estava caído todo torto em cima da privada. Um dos tiros acertou em cheio a cabeça. Tinha bastante sangue! Enrolei ele num grande tapete que não usávamos mais. Alterei a placa do meu carro, coloquei ele na porta mala e fui em direção ao rio. Isso ainda era noite e estava tudo deserto. Tirei-o com muita dificuldade do carro que ficou ligado e fui rolando com cuidado barranco abaixo o corpo. Escorreguei e por um momento rolei junto com o cadáver, foi muito rápido, me sujei todo de barro. O mais estranho foi que nessa hora tive a impressão do morto ter dito algo, pedido por socorro. Será que ainda estava vivo? Levantei e já estávamos na margem o empurrei para o rio e lentamente foi afundando. Estava muito perturbado e confuso, não sei se ele falou realmente ou se foi imaginação minha. Voltei correndo para casa limpei detalhadamente tudo, tomei um banho e é lógico não dormi mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você contou para mais alguém, para a Fernanda? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não ela não voltou ainda! Não vou contar. Não sei o que eu faço. Estou muito mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Espera que em 20 minutos chego à sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Espero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-8820535939228692996?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/8820535939228692996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=8820535939228692996' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/8820535939228692996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/8820535939228692996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2008/03/conto-sim.html' title='Conto Sim!'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141968596284739753.post-7027506829358774733</id><published>2008-03-20T07:35:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T09:07:06.523-07:00</updated><title type='text'>O sabor da morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Clôdos Paiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro cadáver que a gente vê, nunca se esquece. O meu eu vi quando tinha uns 5 anos, me lembro com clareza daquilo. Ia comprar pão no bar do Seo Neguinho, de repente, vi uma rodinha na porta do bar. Tinha um pessoalzinho lá e tal, mas não tava dando pra ver nada do que pegava ali no meio. E eu, pivete curioso pra caralho, tinha que curiar, né. Putz, nem me fala, mew! O malucão lá no chão, todo esculhanbado de bala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui puxado pela gola, era o meu primo. “Cai fóra vai! Cê num tem nada pra vê aqui não”. Fui embora. Fiquei quase uma semana sem comer, pensando naquilo...e pá... confesso que foi fóda. Depois a gente acaba se acostumando a ver presuntão quase todo dia na quebrada. Um jogadão no córrego, outro na viela, no escadão, no ponto de ônibus, na porta da igreja, no campinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primo que me enxotou tarde demais daquela cena era o “...............”, um dos caras mais sangue B que já apareceu naquela vila do diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos mais velho que eu, ele sempre me deu uns toques pra que eu me mantivesse afastado das tretas, da pedra, da farinha, do crime e do goró. Talvez por ele não querer que mais ninguém da família desandasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dava mó trampo, era firmeza com todos, nunca falhou com ninguém...Mas só andava com tranquêra. E olha que ele tinha um puta de um conceito com os ladrões fudidos lá da área, trutas das antigas dum irmão dele que tinha já falecido. Eu já fazia os meus movimentos, há uma boa cara, só que nunca dei goéla pra otário. Era uma iniciativa pessoal e soube cair fora pela mesma porta da discrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mão, enquanto a gente fumava um baseado, cismei de perguntar pra ele, o que tinha sido aquela fita que rolo lá no bar do Seo Neguinho (uma das várias que tinha rolado lá) quando eu era pivete. Foi o seguinte o barato: o maluco que tinha tomado os pipocos lá, tava devendo um dinheiro pra biquêra, mó merreca, e ficava enrolando os caras e tal...aê, ele foi cobrado...só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu, seo otário? – disse ele – ce fica aê querendo pagar de loco, oh! Depois vai comê algodão também, todo arrumadão, igual na sua 1ª comunhão, só que deitado no caixão... sua mãe vendo... bunito, né não ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não respondi nada na hora, mas pensei bastante naquilo depois. Nunca devi pra biquêra nenhuma, mas aquele toque tinha sido realmente válido para mim. Pena que não serviu para ele próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há males que vem para o mal mesmo. Esse dia tinha sido realmente fóda pra mim.&lt;br /&gt;Cheguei em casa mó mau. Meu mano tinha sido ferido pelos polícia no meio da missão.&lt;br /&gt;Tudo tinha dado errado na porra daquele dia maldito. Foi quando me deram a notícia que o “.................” tinha morrido. Parece que eu tinha entrado em transe naquela hora. Jantei, assisti o jornal, depois liguei pra minha mina e conversei normal... Foi aê que veio o estalo que me acordou. Caralho! Botei o jaco e fui pro cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz! Os filhos da puta fizeram a mó bagunça desgraçada na casa da minha tia, um filho e um marido já perdidos, e mais o caçula agora. Sem mais motivos pra nada já.&lt;br /&gt;A vagabunda que tinha chamado ele praquela casa de caboclo, já era sambada na mão dos malandrinho nóinha lá da área, e ele a tinha dispensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altas horas da noite, ela o chamava no portão. O burro nem pra se ligar já foi abrindo a porta: pilantra muquiado de oitão já no quintal da casa. Depois do primeiro no peito e já caído no chão, colou um outro de automática e três na cara: nem teve chance, vagabundo tinha vindo na intenção mesmo. Minha tia o abraçando: devolvendo-o ao seu ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mano consideradíssimo na área, irmãozão mesmo dos ladrão e dos patrão de responsa. Só que não se contentou em ficar só na maconha, como toda a gente de bem. Ele chafurdou bonito na lama do crack, e com receio da ciência dos malandros desse fato (ele sabia que os caras iam se magoar), ele ia pegar esses baratos com os cascorébas que faziam qualquer besteira por 10 paus que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morreu por 40 conto! – me falaram lá no velório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara tinha me dado vários conselhos valiosos e tal, tinha me livrado de várias tretas já, e agora é ele quem ta ali, todo enfeitado igual bolo de aniversário. Gostaria de poder perguntar pra ele: que gosto tem o algodão, hein? Que gosto será que tem a morte? Porque o seu cheiro eu sentia todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141968596284739753-7027506829358774733?l=sementesmalditas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/feeds/7027506829358774733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141968596284739753&amp;postID=7027506829358774733' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/7027506829358774733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141968596284739753/posts/default/7027506829358774733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sementesmalditas.blogspot.com/2008/03/o-sabor-da-morte.html' title='O sabor da morte'/><author><name>Sementes Malditas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16130456965711024976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
